domingo, 1 de novembro de 2015

A verdade sobre os óleos: comentário da matéria da revista Saúde É Vital (10/2015)

Em meio a tanta desinformação, eis que surge na grande imprensa uma ótima reportagem mostrando os prós e contras das principais opções de óleos vegetais disponíveis no mercado brasileiro. Sugiro fortemente a leitura da matéria na íntegra. A seguir, alguns “pontos altos” da reportagem...




1- Existe sim uma planta chamada canola e seu óleo não é tóxico. A canola é derivada do melhoramento genético de uma outra planta, a colza. Esta modificação foi feita para que o ácido erúcico da colza fosse eliminado, pois é tóxico. O óleo de canola é aprovado por diversos órgãos internacionais e não há evidência de que seu consumo, quando feito de maneira apropriada, faça mal a saúde humana.

2- A revista Saúde É Vital entrevistou uma das orientadoras do tão citado trabalho em que o consumo diário de óleo de coco reduziu a circunferência abdominal de participantes com doença cardíaca. A nutricionista Annie Bello disse a revista: “O problema (do estudo) é que o colesterol ruim, o LDL, também aumentou. Não é que esse óleo seja ruim, mas também não faz milagres. Pode inclusive acarretar prejuízos.” Sensatez de uma pesquisadora séria!

3- Os óleos de milho e girassol possuem um teor mais elevado de ômega 6 que de ômega 3. Alguns estudos sugerem que este desequilíbrio dos ômegas possa predispor a inflamação dos vasos sanguíneos. Até que mais dados estejam disponíveis, vale a moderação.

4- O óleo de soja apresenta um ótimo custo-benefício, pois é barato e tem teores equilibrados dos ômegas.

5- O fato da gordura saturada ser menos vulnerável à oxidação não é sinal de que seja melhor para a saúde. Isso só quer dizer que o óleo aguenta temperaturas altíssimas e pode ser usado repetidas vezes sem alterar seu sabor ou cheiro.

6- O azeite de oliva pode sim ser aquecido. Este óleo além de ser rico em gordura monoinsaturada, apresenta polifenóis, que são substâncias antioxidantes. A temperatura alta degrada os polifenóis, mas não torna o azeite de oliva impróprio para o consumo. Apenas perde parte do seu benefício.

Vale a leitura!

Dr. Mateus Dornelles Severo
 Médico Endocrinologista
Mestre em Endocrinologia
CREMERS 30.576

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